Palestra sobre saúde mental mobiliza adolescentes em Novo Horizonte
A manhã desta quarta-feira foi marcada por uma atividade de reflexão e conscientização na Escola de Educação Básica Santa Lúcia, em Novo Horizonte. Organizado pela Secretaria de Assistência Social, o encontro reuniu alunos da rede estadual de ensino para uma palestra conduzida pelo psicólogo Abel Petter, especialista na prevenção do suicídio e pós-graduado em psiquiatria/saúde mental. A iniciativa faz referência ao Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Márcia Nicola Franchini, a escolha do público-alvo – adolescentes do ensino fundamental e médio — está relacionada a uma preocupação crescente com o adoecimento mental entre os jovens. Segundo ela, são vários os fatores que contribuem para isso. Dentre eles, destaque para uso excessivo de telas, dificuldades no ambiente familiar e até o envolvimento com drogas. “Nosso objetivo foi levar informação, abrir espaço para o diálogo e mostrar que existem pessoas e instituições preparadas para acolher e encaminhar quando necessário”, destaca.

A palestra contou também com a participação de professores, membros do Conselho Tutelar e profissionais da Secretaria de Assistência Social. A presença desses atores é considerada essencial para reforçar a rede de apoio disponível no município. “Queremos que os adolescentes saibam que não estão sozinhos. Se precisarem conversar, podem procurar nossos profissionais. Temos psicóloga disponível, encaminhamentos possíveis para psicoterapia e, quando necessário, para atendimento médico especializado”, explica a secretária.
Para além da informação, a ação também teve como meta enfrentar preconceitos ainda existentes em torno da saúde mental. Márcia ressalta que, apesar dos avanços, o tema ainda é cercado de estigmas. “É preciso falar sobre saúde mental sem medo, quebrar tabus e mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza. Quando tratamos o assunto com seriedade, construímos confiança entre a comunidade, a escola e os órgãos de apoio”.
Embora a atividade tenha ocorrido no âmbito do Setembro Amarelo, a secretária reforça que o trabalho de prevenção e acolhimento se estende durante todo o ano. “Essa é uma preocupação permanente da nossa secretaria. Continuaremos promovendo momentos de diálogo e fortalecendo o suporte às famílias e escolas para que nossos jovens se sintam amparados”, conclui.

